| E |
ste artigo que (supostamente) foi escrito pelo empresário Antônio Ermírio de Moraes para a revista Exame é antigo. Eu já o tinha lido em algum lugar e nem lembrava mais dele. Recebi-o por e-mail em forma de arquivo PowerPoint, enviado por um companheiro de internet. Dei uma nova olhada e resolvi que poderia produzir um post com ele. Pesquisei no “oráculo” (Google) e encontrei o texto em vários blogs e sites. Até acho que foi mesmo escrito pelo Antônio Ermírio de Moraes. É um artigo inteligente, bem humorado, criativo e direto. Não é um texto qualquer.
A questão central que ele encerra é uma das verdades mais ocultas no mundo corporativo qual seja a falta de coragem que os subordinados têm, ao serem perguntados sobre algo de seu trabalho, de simplesmente dizer ao chefe que não sabem. Parece um exagero não é mesmo? Simplesmente dizer "Não sei, vou procurar saber e lhe informar". Esta situação tornou-se um tabu entre os empregados e empregadores, chefes e subordinados. Já vi situações vexatórias acontecerem por conta dessa incapacidade de um funcionário dizer que não sabe algo que na opinião do seu chefe ele deveria saber. Na verdade essa é a questão. Quando o chefão pergunta algo "significa" que o aflito subordinado é obrigado a saber a resposta.
No início da minha carreira já passei por isso algumas vezes e em (quase) todas eu "chutei" as respostas. Não sabia e não querendo passar por desinformado acerca do "meu negocio" respondia algo que satisfizesse o patrão e pronto. Na maioria das vezes, algum tempo depois, ele nem lembrava mais do fato. Em outras oportunidades - se a questão fosse crucial - eu procurava a resposta correta e em seguida chegava junto do chefe e ao pé do ouvido lhe dava a informação correta.
Circunstâncias Especiais
Normalmente essas situações ocorrem em circunstâncias especiais. Lembro-me de uma delas em especial. Eu era o engenheiro-chefe de uma determinada obra no interior da Bahia e o dono da construtora para quem eu trabalhava veio acompanhando a visita do presidente da empresa pública que nos contratara. Imagine aquela comitiva de umas 30 pessoas e o dono da empreiteira, ao lado da obra, explicando ao presidente como ela funcionava, dando detalhes e montando aquele clima de "está tudo bem, não se preocupe que estou cuidando bem do contrato".
De repente o meu chefe não soube explicar algum detalhe da obra – era um enorme canal de concreto para transporte de água para irrigação - e me perguntou de chofre qual o volume e a velocidade da água naquele trecho. Eu obviamente tinha uma idéia, mas não sabia com exatidão a resposta. Já estava "treinado" para situações semelhantes e não hesitei um segundo. Respondi na bucha, com aquela convicção dos que não sabem, os números que, achei, fossem satisfatórios para dar continuidade ao "show" do meu chefe. E assim aconteceu. Graças a Deus ninguém me corrigiu porque a verdade estava longe do que eu respondera. Durante muito tempo fiquei no trauma de saber se eu deveria ou não saber a resposta. Nunca mais ninguém se lembrou do fato e muito tempo depois eu o relembrei ao meu empregador e nem ele se recordava mais do acontecido.
Fiquei imaginando como teria sido se eu tivesse respondido com um "Não sei"... Naquela época (e ainda hoje, infelizmente, é assim também) o mandamento corporativo era (e ainda é) "nunca deixe uma pergunta do chefe sem resposta". Naquela circunstância tenho certeza de que seria uma ducha de água fria na empolgada exposição do meu chefe e eu teria sido mal avaliado ali, no momento, por um episódio sem nenhuma importância. Hoje eu certamente diria que não sabia e vejo que não teria as consequências que eu imaginara.
Há muitos anos que me livrei daquele "mandamento". Contou a meu favor a experiência de vida, a maturidade, o meu currículo e todo o cabedal de conhecimentos que fui adquirindo ao longo da minha carreira. Por isso é que o Antônio Ermírio diz com razão, no seu artigo, que é muito difícil dizer "não sei". É mesmo! Todavia não se permitam considerar que essa dificuldade seja intransponível.
Credibilidade é o foco
Podem crer que a diferença entre os técnicos que têm conceito alto com suas chefias e os outros passa por esses aparentes pequenos detalhes. Na verdade o grande personagem sobre o qual estamos discutindo chama-se credibilidade. Ao se dar um "chute", uma resposta evasiva ou promover uma embromação o profissional estará colocando em jogo sua capacidade de decidir e de assumir riscos. Ao longo da carreira isto será parte de sua "grife" e muitas oportunidades deixarão de serem oferecidas e ele nem saberá quais são.Não posso também, ao encerrar esse meu comentário deixar de alertar àqueles que exerçam funções de comando para que não coloquem seus subordinados em situações constrangedoras com questionamentos que não são obrigados a saber para responder na hora. Eles também, os chefes, serão mal avaliados pelos seus subordinados e por seus superiores.
![]() |
| Clique na imagem |
A ARTE DE DIZER "NÃO SEI"
“Se você ainda não sabe qual é a sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena:
Você está olhando pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e ali. Aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta:
- Será que vai chover hoje?
Se você responder “com certeza”… a sua área é Vendas:
O pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo.
Se a resposta for “sei lá, estou pensando em outra coisa”… então a sua aérea é Marketing:
O pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando.
Se você responder “sim, há uma boa probabilidade”… você é da área de Engenharia:
O pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números.
Se a resposta for “depende”… você nasceu para Recursos Humanos:
Uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos.
Se você responder “ah, a meteorologia diz que não”… você é da área de Contabilidade:
Se a resposta for “sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuvas”:
Então seu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparada para qualquer virada de tempo.
Agora, se você responder “não sei”…há uma boa chance de que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando à diretoria da empresa.
De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder “não sei” quando não sabe.
Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação.
“Não sei” é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo,e pré-dispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão.
Parece simples,mas responder “não sei” é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa.
Por quê?
Eu sinceramente “não sei”.
(Antonio Ermírio de Moraes)











Entre nessa campanha e defenda a blogosfera






















..
..
..

..
..



























0 comentários:
Postar um comentário